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Aspectos psicológicos na internação psiquiátrca

Thiago Gabriel da Silva Souza, psicólogo da unidade psiquiátrica da Santa Casa de Misericórdia de Barretos, nos  conta que a intervenção específica auxilia na recuperação mais rápida do paciente, aumentando sua qualidade de vida e diminuindo os gastos durante internação. Um dos principais objetivos é promover a adesão do paciente ao tratamento. O tratamento psicossocial é imprescindível para voltar a organizar a vida do paciente. A modalidade da abordagem deve ser escolhida de acordo com a evolução do quadro e das possibilidades do paciente.

 Nos momentos de crise, deve ajudar a encarar uma internação necessária como medida protetora, e é feita na psicoterapia aplicada tanto individual ou de grupo. A psicoterapia individual prioriza o apoio, por se tratar o portador de doença mental de pessoa com dificuldades específicas que necessitam de suporte que o capacite a obter melhora em sua qualidade de vida. Considerando que seus principais objetivos são:

– Restaurar a capacidade de cuidar de si e de administrar sua vida, e manter o máximo de autonomia para promover o melhor ajustamento pessoal, psicológico e social possível;

– Conscientizar o usuário sobre a realidade de seus recursos e limitações, tanto ajudando a descobrir e realizar seu potencial, quanto ajudando na aceitação de suas limitações;

– Aumentar suas defesas diante de situações estressantes, liberando recursos que, eventualmente, estejam obstruídos pela psicose e desenvolver fontes alternativas para a solução de seus problemas;

 – Recuperar e promover a auto-estima, a auto-imagem e a autoconfiança, proporcionando contínuo progresso;

– Estimular a independência, os cuidados consigo mesmo em questões de higiene e capacitar o paciente para as atividades da vida diária.

Na psicoterapia em grupo são abordados temas em que são estimulados a organização, conversação e oferecer suporte e proteção. Favorecendo a coesão grupal. Na modalidade de psicoterapia de grupo é o grupo operativo (GO), em que o terapeuta organiza a discussão em torno dos assuntos agendados pelos próprios participantes. O GO passa a ter função psicopedagógica para capacitar o portador da doença a ficar instruído a respeito de suas limitações, ajudando-o na adaptação social e contribuindo para conciliar sua situação de doença com as posturas de convivência que o universo social requer.