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Como manter a saúde nos dias de muito calor

Podemos perceber este ano de 2019, vários picos de forte calor na região de Barretos. Conforme matéria veiculada no G1, no último dia 11 de setembro, com termômetros na casa dos 39ºC, Barretos registrou a temperatura mais alta no estado de São Paulo.

O dia mais quente do ano também foi o mais seco, com uma umidade relativa do ar de 13%.

A revista científica The Lancet publicou recentemente um estudo mostrando como as oscilações térmicas estão abalando a saúde da humanidade. Conduzido em vários países, entre eles o Brasil, o levantamento revelou que cerca de 7,7% das mortes no mundo podem ser relacionadas diretamente ao sobe e desce dos termômetros.

Conheça alguns problemas que podem ser causados pelo forte calor:

1. Desidratação

Ingerir pouca água e suar bastante leva a perda de líquidos e sais minerais e a complicações como tontura, queda de pressão e até morte. Afeta sobretudo crianças e idosos.

2. Doenças infecciosas

Aumenta a transmissão de vírus por mosquitos (dengue, zika…), bem como de males ligados às chuvas e à contaminação da água, como hepatite A e leptospirose.

3. Infarto e AVC

A perda de água reduz a pressão e exige que o coração bata rápido, o que favorece ataques cardíacos. Também deixa o sangue espesso, facilitando a formação de trombos e AVCs.

4. Males respiratórios

Em dias muito quentes e com o ar seco, a mucosa nasal e as vias aéreas ficam mais ressecadas, o que deixa o aparelho respiratório suscetível a asma, bronquite e infecções.

5. Problemas renais

A desidratação eleva o risco de pedras nos rins, e o desequilíbrio entre fluidos e eletrólitos ameaça esses órgãos especialmente se já existe doença renal, diabetes ou hipertensão.

Como se prevenir

Desde que se começa a respirar pelo nariz já existe um sistema de prevenção nas próprias vias respiratórias. Pele, cílios, mucosas e anticorpos operam como os guardiões do corpo.

Especialistas dizem que o melhor a fazer é colaborar com essas defesas naturais, com cuidados preventivos como tomar bastante líquido, ter uma alimentação balanceada com carnes, verduras e frutas e a pessoas que tenham alguma doença viral como gripes e resfriados. A vacina contra a gripe é recomendada.

Prevenção também é importante: ao sair de casa no calor, lembrar que sempre pode esfriar à noite. Daí a importância de os pais vestirem as crianças adequadamente.

E não há milagres. A popular vitamina C não tem evidência científica de que funciona.

Alimente-se bem

Algumas frutas e vegetais apresentam grandes quantidades de água em sua composição. A melancia, por exemplo, tem mais de 90% do seu peso em água, assim como as folhas verdes. Além de serem ricas em líquidos, as frutas e verduras são fonte de potássio, mineral que precisa ser resposto quando há uma produção de suor muito intensa. O consumo de gorduras deve ser evitado em dias muito quentes, pois elas não são bem metabolizadas, por conta da perda de líquidos do organismo. O resultado de um almoço cheio de frituras, por exemplo, pode ser uma sensação de mal-estar e desconforto algum tempo depois.

Exercícios físicos

Durante a atividade física, a pessoa se desidrata e perde muito sódio e potássio. É preciso ingerir líquidos. Nos dias quentes, a perda de fluídos no suor é ainda maior e pode variar conforme a intensidade do exercício. Quanto mais intensa e longa for a atividade física, maior deverá ser a quantidade de água ou bebida isotônica ingerida.

Use roupas leves

A dermatologista Sara Bragança, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, explica que o ideal é usar tecidos de algodão e malha – que absorvem o suor – e evitar tecidos sintéticos, que atrapalham a evaporação da transpiração. “Também é importante evitar roupas de cores escuras, que absorvem mais o calor por não refletir a luz solar”, conta. Para evitar alergias e outros problemas de pele, procure lavar as roupas sempre que usá-las, sem repeti-las, e não usar peças de outras pessoas.

Fuja do sol

A temperatura corporal interna de uma pessoa deve ser de 37º C, independente do horário do dia. Para que o corpo não perca muito líquidos no esforço de se manter essa temperatura ideal, evite ficar exposto ao sol, principalmente, das 10 às 16 horas.

A exposição excessiva ao sol pode causar hipertermia, que é quando o corpo não consegue mais estabilizar o calor interno.

Cuide-se!

 

Fontes: G1 / GauchaZH / Minha Vida (Saúde)